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O Histórico e a Evolução do Mercado Imobiliário Brasileiro

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Do Amadorismo à Maturidade: A Jornada do Mercado Imobiliário Brasileiro

O mercado imobiliário brasileiro percorreu uma trajetória de desenvolvimento e amadurecimento ao longo das últimas décadas, sendo profundamente influenciado por fatores macroeconômicos. Neste artigo, serão mostrados os fatos que fizeram com que o mercado imobiliário brasileiro evoluísse de um cenário marcado pelo amadorismo e incertezas para um ambiente cada vez mais profissionalizado e orientado à geração de valor.

 

O histórico

Antes da década de 1960, a atividade de construção civil no Brasil marcava-se por incertezas e desorganização, sem uma legislação que protegesse adequadamente tanto os clientes quanto os incorporadores. As pessoas realizavam as construções por meio de cooperativas, com o objetivo de prover moradia própria ou comercializar algumas unidades.

Em 1964, a aprovação da Lei 4.591, conhecida como Lei dos Condomínios e das Incorporações, mudou esse cenário de instabilidade. Essa lei definiu o conceito de incorporação imobiliária e estabeleceu os direitos e deveres dos incorporadores e clientes, conferindo maior segurança jurídica às transações.

Posteriormente, em 1997, a criação da Lei 9.514 instituiu o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e a alienação fiduciária de bens imóveis, fortalecendo o mercado de crédito imobiliário. No entanto, essa lei não evitou o caso da Encol, que deixou inúmeras obras inacabadas e prejudicou milhares de pessoas.

Essa situação evidenciou a necessidade de proteger ainda mais os clientes e incorporadores, o que levou à aprovação, em 2004, da Lei 10.931, que introduziu o conceito de patrimônio de afetação, restringindo a utilização dos recursos direcionados a uma determinada obra para outras finalidades.

Ao mesmo tempo, o mercado também sofreu profundo impacto pela estabilização econômica trazida pelo Plano Real, em 1994. A queda da inflação e o aumento do crédito imobiliário foram fundamentais para a consolidação e maturação do setor.

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A criação de programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, contribuiu para a expansão da chamada “Classe C”, ampliando o acesso à moradia própria e fomentando o crescimento do mercado imobiliário.

Um ponto crucial nessa trajetória foi a abertura de capital (IPO) da Cyrela Brazil Realty, em 2005, seguida por diversas outras construtoras e incorporadoras. Essa mudança de paradigma exigiu das empresas uma maior transparência e profissionalização de seus processos.

Esse novo cenário de empresas de capital aberto revelou deficiências nos métodos de trabalho até então adotados, impulsionando a adoção de ferramentas de planejamento, controle e eficiência operacional.

O boom imobiliário a partir de 2007 evidenciou a necessidade de uma estruturação mais robusta dos empreendimentos, com foco na rentabilidade dos projetos. Essa nova perspectiva exigiu que as empresas reavaliassem suas estratégias, priorizando a qualidade dos terrenos, a adequação dos projetos e o controle rigoroso dos custos e prazos.

 

O resultado nos dias atuais

Atualmente, o mercado imobiliário brasileiro apresenta um cenário bastante diferente do passado. As mudanças legais, a estabilidade econômica e a profissionalização das empresas resultaram em um setor mais maduro e estruturado.

As construtoras e incorporadoras adotam processos mais eficientes de planejamento, controle e gerenciamento de projetos, visando maximizar a rentabilidade de seus empreendimentos. A abertura de capital de diversas empresas trouxe maior transparência e rigor na gestão, exigindo o aprimoramento contínuo de suas práticas.

Além disso, os programas sociais impulsionaram o crescimento do mercado, especialmente nas regiões menos favorecidas. Essa expansão da “Classe C” representou uma oportunidade significativa para as empresas do setor.

No entanto, mesmo com os avanços observados, o mercado ainda enfrenta desafios com as constantes mudanças regulatórias e a necessidade de atender a um público cada vez mais exigente, o que requer que as empresas mantenham sua capacidade de adaptação e inovação com a adoção de tecnologias, a melhoria dos processos de negócio e o desenvolvimento de soluções customizadas.

À medida que o mercado imobiliário brasileiro continua sua trajetória de maturidade, é fundamental que as empresas mantenham seu foco na geração de valor, primando pela qualidade, eficiência e satisfação dos clientes. Dessa forma, o setor poderá consolidar sua posição como um importante ator no desenvolvimento econômico e social do país.

 

Um abraço!

Carolina Caribé Marques.

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